Crase
terça-feira, 15 de março de 2011 by Thércio in


Crase é um dos metaplasmos por supressão de fonemas a que as palavras podem estar sujeitas à medida que uma língua evolui. Neste caso, há a fusão de dois fonemas vocálicos idênticos e seguidos em um só.
Exemplos:
  • door (português arcaico) > dor ((em português));
  • noo (português arcaico) >  ((em português));
  • seer (português arcaico) > ser ((em português));
  • veer (português arcaico) > ver ((em português)); 

A Crase
O termo crase significa fusão, junção. Em português, a crase é o nome que se dá à contração da preposição "a" com:
  • artigo feminino "a" ou "as".
  • o "a" dos pronomes "aquele"(s), "aquela"(s), "aquilo", "aqueloutro"(s) e "aqueloutra" (s).
  • o "a" do pronome relativo "a qual" e "as quais"
  • o "a" do pronome demonstrativo "a" ou "as".
Observação geral de Crase: Sempre haverá crase quando a oração se refere a alguém ou a alguma coisa.
O sinal que indica a fusão, que indica ter havido crase de dois aa é o acento grave.
  • Acentua-se a preposição a quando, substituindo-se a palavra feminina por uma masculina, o a torna-se ao.
  • As palavras terra e casa são casos especiais de crase. A preposição "a" antes da palavra casa (lar) só recebe o acento grave quando vier acompanhada de um modificador, caso contrário não ocorre a crase. Já com a palavra terra (chão firme, oposto de bordo) só ocorre crase quando vier acompanhada de um modificador - da mesma maneira que existe a expressão "a bordo", enquanto que com a palavra terra(terra natal ou planeta) sempre ocorre crase.
Exemplos:
Chegamos cedo a casa (coloquialmente, "em casa").
Chegamos cedo à casa de meu pai.
Os jangadeiros voltaram a terra.
Os jangadeiros chegaram à terra procurada.
Ele voltou à terra dos avós.
  • O pronome aquele (e variações) e também aquilo e aqueloutro (e variações) podem receber acento grave no a inicial, desde que haja um verbo ou um nome relativo que peça a preposição a.
  • A contração "à" pode surgir também com a elipse de expressões como "à moda (de)", "à maneira (de)", como em "arroz à grega" (à maneira grega), "filé à Chatô" (à moda de Chatô)", etc. É este o único caso em que "à" se pode usar antes de um nome masculino.

Regras de Verificação
Para saber se a crase é aplicável, ou seja, se deve ser usada a contração à (com acento grave) em vez da preposição a (sem acento), aplique-se uma das regras de verificação:
1) substitui-se a preposição a por outra preposição, como em ou para; se, com a substituição, o artigo definido a permanecer, então a crase é aplicável. Exemplos:
Pedro viajou à Região Nordeste: com crase, porque equivale a Pedro viajou para a Região Nordeste
O autor dedicou o livro a sua esposa; sem crase em português do Brasil, porque equivale a O autor dedicou o livro para sua esposa; mas com crase em português de Portugal,O autor dedicou o livro para a sua esposa.
2) troca-se o complemento nominal, após "a", de um substantivo feminino para um substantivo masculino; se, com a troca, for necessário o uso da contração ao, então a crase é aplicável. Exemplos:
Prestou relevantes serviços à comunidade; com crase, porque ao se trocar o complemento - Prestou relevantes serviços ao povo - aparece a contração ao.
Chegarei daqui a uma hora; sem crase, porque ao se trocar o complemento - Chegarei daqui a um minuto - não aparece a contração ao.
Importante: A crase não ocorre: antes de palavras masculinas; antes de verbos, de pronomes pessoais, de nomes de cidade que não utilizam o artigo feminino, da palavra casa quando tem significado do próprio lar, da palavra terra quando tem sentido de solo e de expressões com palavras repetidas (dia a dia).
Crase Facultativa
A crase é facultativa nos seguintes casos:
  • Antes de nome próprio feminino:
Refiro-me à (a) Fernanda.
  • Antes de pronome possessivo feminino:
Dirija-se à (a) sua fazenda.
  • Depois da preposição até:
Dirija-se até à (a) porta.
Casos proibidos
O uso da crase é proibido:
  • Antes do emprego de verbos:
Preços a combinar.
  • Antes de substantivos masculinos:
Passear a Cavalo
  • Antes de numerais:
De 100 a 1.000
Encontramos o produto numa faixa de preço que vai de R$120,00 a R$ 150,00.
  • Antes de plural sem o emprego do artigo definido as:
a brilhantes cientistas
a problemas
  • Após o uso de preposições:
Ante a descoberta o cientista gritou.
Após a voz de prisão o bandido entregou os comparsas.
Contra a ação do governo, João realizou um protesto.
  • Antes de pronomes indefinidos, pessoais, relativos ou demonstrativos (com exceção da terceira pessoa):
Entregue o relatório a ela. (Pessoal)
Dei nota zero a esta aluna. (Demonstrativo)
Permiti apenas a uma mulher conhecer-me. (Indefinido)
Jamais dei dinheiro a ninguém. (Relativos)
Atenção (Pronomes demonstrativos de 3ª pessoa, aquele, aquela, aqueles, aquelas podem levar crase):
Entreguei as chaves àquela mulher. (Demonstrativo)
  • Entre substantivos idênticos:
Menino, vais tomar essa sopa gota a gota!
Vamos nos encontrar cara a cara.
  • Antes de topônimos de cidades que não admitem a:
Vou a Salvador.
Vou a Lisboa.
Vou a Madri.
Obs.: Substituir por: "Estou na" ou "Vim da" (vai crase) - "Estou em" ou "Vim de" (não vai crase). Ex: Vou a Brasília. - Estou em Brasília. Vim de Brasília.(não vai crase), Estou na Brasília. Vim da Brasília.(não concorda). Ex: Vou a Bahia. - Estou em Bahia. Vim de Bahia.(não vai crase), Estou na Bahia. Vim da Bahia.(concorda e vai crase então).

Fonte:www.pt.wikipedia.org


Pontuação
by Thércio in

Pontuação é o recurso que permite expressar na língua escrita um espectro de matizes rítmicas e melódicas características da língua falada, pelo uso de um conjunto sistematizado de sinais gráficos e não gráficos.


Pontuações 

Existem alguns sinais básicos de pontuação. São eles:
  • Ponto (.) — Usa-se no final do período, indicando que o sentido está completo. Também usado nas abreviaturas (Dr., Exa., Sr.).
Exemplo: Ele foi ao médico e levou uma injeção.
  • Vírgula (,) — Marca uma pequena pausa no texto escrito, nem sempre correspondente às pausas (mais arbitrárias) do texto falado. É usada como marca de separação para: o aposto; o vocativo; o atributo; os elementos de um sintagma não ligados pelas conjunções e, ou, nem; as orações coordenadas assindéticas (não ligadas por conjunções); as orações relativas; as orações intercaladas; as orações subordinadas e as adversativas introduzidas por mas, contudo, todavia, entretanto eporém. Deve-se evitar o uso desnecessário da vírgula, pois ela dificulta a leitura do texto. Por outro lado, ela não deve ser esquecida quando obrigatória...
Exemplo: Andava pelos cantos, e gesticulava, falava em voz alta, ria e roía as unhas.
  • Ponto e vírgula (;) — Sinal intermediário entre o ponto e a vírgula, que indica que o sentido da frase será complementado. Representa uma pausa mais longa que a vírgula e mais breve que o ponto. É usado em frases constituídas por várias orações, algumas das quais já contêm uma ou mais vírgulas; também para separar frases subordinadas dependentes de uma subordinante; como substituição da vírgula na separação da oração coordenada adversativa da oração principal.
  • Dois pontos (:) — Marcam uma pausa para anunciar uma citação, uma fala, uma enumeração, um esclarecimento ou uma síntese.
  • Ponto de interrogação (?) — Usa-se no final de uma frase interrogativa direta e indica uma pergunta.
  • Ponto de exclamação (!) — Usa-se no final de qualquer frase que exprime sentimentos, emoções, dor, ironia, surpresa e estados de espírito.
  • Reticências (…) — Podem marcar uma interrupção de pensamento, indicando que o sentido da oração ficou incompleto, ou uma introdução de suspense, depois da qual o sentido será completado. No primeiro caso, a seqüência virá em maiúscula -- uma vez que a oração foi fechada com um sentido vago proposital e outra será iniciada à parte. No segundo caso, há continuidade do pensamento anterior, como numa longa pausa dentro da mesma oração, o que acarreta o uso normal de minúscula para continuar a oração.
Exemplos: Ah, como era verde o meu jardim... Não se fazem mais daqueles.
Foi então que Manoel retornou... mas com um discurso bastante diferente!
  • Aspas (“ ”) — Usam-se para delimitar citações; para referir títulos de obras; para realçar uma palavra ou expressão.
  • Parênteses ( ( ) ) — Marcam uma observação ou informação acessória intercalada no texto.
  • Travessão (—) — Marca: o início e o fim das falas em um diálogo, para distinguir cada um dos interlocutores; as orações intercaladas; as sínteses no final de um texto. Também usado para substituir os parênteses.
  • Meia‐risca (–) — Separa extremidades de intervalos.
  • Parágrafo — Constitui cada uma das secções de frases de um escritor; começa por letra maiúscula, um pouco além do ponto em que começam as outras linhas.
  • Colchetes ([]) — utilizados na linguagem científica.
  • Asterisco (*) — empregado para chamar a atenção do leitor para alguma nota (observação).
  • Barra (/) — aplicada nas abreviações das datas e em algumas abreviaturas.
  • Hífen (−) — usado para ligar elementos de palavras compostas e para unir pronomes átonos a verbos ( menor do que a Meia−Risca )
Exemplo: guarda-roupa

Fonte:www.pt.wikipedia.org

Análise sintática da Oração
by Thércio in

Na oração, as palavras relacionam-se como partes de um conjunto harmônico: são seus termos (ou unidades sintáticas); cada um desses termos desempenha uma função sintática.

Aquelas frases que possuem, em sua estrutura sintética, verbos ou locuções verbais (podendo estar ocultos), sujeito e predicado (em certos casos apenas predicado), denominam-se orações.
Exemplos de orações (palavras em negrito são verbos):
sujeitopredicado
Eu e meus paisviajamos a Manaus.
Choveu durante a viagem.
Nem sempre sujeito e predicado vêm nesta ordem e, muitas vezes, eles se encontram misturados na oração.
Exemplos (o predicado está em negrito):
Subiu de novo o preço da gasolina.
Muitas vezes, eu e meus pais viajamos a Manaus.
Perderam-se na floresta os irmãos João e Maria.
Observações: Por não ter estrutura sintática não são orações frases como:
  • Alô?
  • Que rapaz inteligente!

Principal, Desenvolvida e Reduzida

As orações principais ou subordinantes são as que sofrem alterações quando dispostas a outras orações chamadas Subordinadas. Estas podem sofrer alteração de uma oração adjetiva, adverbial ou substantiva. Estas alterações são chamadas de alterações sintáticas. Exemplos de frases:
A língua portuguesa é muito mais complicada que a inglesa.
  • Oração Subordinante: A língua portuguesa é muito mais complicada
  • Oração Subordinada: que a inglesa → Oração Subordinada Adverbial Comparativa
As mortes que a doença causou provocou desespero em todos.
  • Oração Subordinante (na forma regular): Provocou desespero em todos as mortes
  • Oração Subordinada: que a doença causou → Oração Subordinada Adjetiva Restritiva
Todos odiavam-o porque ele já roubara.
  • Oração Subordinante: Todos odiavam-o
  • Oração Subordinada: porque ele já roubara → Oração Subordinada Adverbial Causal.
Orações Subordinadas
No período composto por subordinação há oração principal e oração(ões) subordinada(s).
Oração subordinada é aquela que exerce uma função sintática em relação à principal
  • Exemplo: A verdade é que eu não sei de nada. → período composto por Subordinação.
  • 1ª oração: A verdade é (= principal)
  • 2ª oração: que eu não sei de nada (= oração subordinada)
"que eu não sei de nada" exerce a função sintática de predicativo do sujeito em relação à oração "a verdade é" , por isso esta oração é subordinada. A Oração Principal pode também ser chamada de Oração Subordinante.

Funções

Estas orações podem possuir várias funções, bem diferentes das orações coordenadas. Podem restringir e específicar qualidades, explicar, ter função de advérbio e denotar causa e fatos futuros, procedentes, além de poder ter função de termo acessório (mas não ser um termo acessório), termo integrante (mas não ser um termo integrante) e termo essencial (mas não ser um termo essencial):
  • As orações que são subordinadas exercem relação sintática à principal - Função qualificativa (Adjetiva Restritiva)
  • Não durmi, até que chegou a noite e adormeci - Função adverbial (Adverbial Temporal)
  • São todas sindéticas porque possuem sindetoque é a conjunção - Função causal (Adverbial causal) e qualificativa (Adjetiva Explicativa)
  • Fizeram tudo que nem perceberam que a chuva cessara - Denota consequência (Adverbial consecutiva) e termo integrante (Substantiva Objetiva Direta)

Classificação

A oração subordinada é aquela que exerce função sintática em relação à outra. Se a função sintática que a oração subordinada exerce for própria de substantivo, então a oração se classifica como oração subordinada substantiva. Se a função sintática que a oração subordinada exerce for própria de adjetivo, então a oração se classifica como oração subordinada adjetiva. Se a função sintática que a oração subordinada exerce for própria de advérbio, então a oração se classifica como oração subordinada adverbial.
É descoberta a função das orações no momento em que a oração absoluta (período simples) é transformada em subordinada ou reduzida (período composto). A mudança que ocorre no núcleo das orações do período composto em relação ao vocábulo transmutado, determina se a oração é substantiva, adjetiva ou adverbial. Sabido disto, conclui-se que se não há palavra para se transmutar (nestes casos, o núcleo), não pode ocorrer a transformação oracional. Exemplo, o verbo haver possui sua raíz apenas no verbo, no verbo haver, logo, não se tem transformação oracional (a mesma sentença pode apenas ser subordinada). Já o verbo receber apresenta em diferentes classificações de palavras a sua raíz, em substantivo (recibo) e em adjetivo (recebido), então, pode-se ocorrer a transformação de períodos. Tradicionalmente, quando não há transformação das orações elas são chamadas de fixas, e quando se pode transformá-las, elas são infixas.

Todas classificações

  1. Adjetivas
    1. Explicativas
    2. Restritivas
  2. Adverbiais
    1. Causais
    2. Concessivas
    3. Condicionais
    4. Conformativas
    5. Consecutivas
    6. Comparativas
    7. Finais
    8. Proporcionais
    9. Temporais
  3. Substantivas
    1. Apositivas
    2. Completivas Nominais
    3. Objetivas Diretas
    4. Objetivas Indiretas
    5. Predicativas
    6. Subjetivas
  4. Reduzidas
    1. De gerúndio
    2. De particípio
    3. De infinitivo

Orações reduzidas

São denominadas orações reduzidas aquelas que apresentam o verbo numa das formas nominais (Infinitivo pessoal, Gerúndio e Particípio) constituindo uma locução verbal.
Ao contrário das demais orações subordinadas, as reduzidas não são ligadas através de conectivo, basicamente o nome já diz tudo, são orações ao pé da letra, "reduzidas".
Elas são iguais aos tempos verbais simples e compostos, podemos usar de uma forma ou de outra (ou seja, com ou sem verbo auxiliar - exceto com o verbo principal no infinitivo). Exemplos:
  • Ao cantar a música → Quando você cantar a música
  • Apostei os números pedidos → Apostei os números que pediste
Observações:
  • Nas orações reduzidas de gerúndio ou particípio é comum acrescentar-se um verbo auxiliar (nos exemplos dados a seguir a oração reduzida está na forma mais semelhante à oração desenvolvida).
  • Geralmente o uso de advérbios temporais faz não ocorrer a prolépse na oração reduzida (ou seja, o primeiro fato ocorrido no contexto desloca-se para o início da oração, por isso, em alguns exemplos a oração estará "invertida").
  • Existem orações que é impossível empregar a redução através do gerúndio e particípio, por causa da semântica verbal, ora o verbo apresenta um significado já completo e não pode estar em progressão.
  • A semântica preposicinal algumas vezes torna impossível manter a mesma preposição da locução conjuntiva, visto que na maioria das preposições é inaceitável a junção com o advérbio não (apenas as preposições com/sem possuem antônimo). Um exemplo é a locução a não ser que.

Período

Chama-se período a frase constituída de uma ou mais orações.
Classifica-se em:

Período Simples

No período simples, uma frase é constituída por uma só oração (um só verbo ou locução verbal, expresso ou não). Exemplos (em negrito estão os verbos):
  • Minha vida é boa.
  • A discussão alongava-se bastante.
  • Disse-nos a verdade.
  • Realmente isto não era necessário.
Observações: A oração do período simples é chamada absoluta.
Os verbos compostos são considerados como um verbo, ou seja, orações com mais de um verbo em certos casos podem ter período simples:
  • Eles haviam recebido um e-mail.
  • Tem tido respostas dele ultimamente?

Período Composto

No período composto a frase é constituída por duas ou mais orações (mais de um só verbo ou locução verbal, expressos ou não). Exemplos:
  • Ela escreveu a história e ele riu.
  • Quem sabe se fizéssemos uma festa poderíamos animar a galera?
  • Fez tudo que pedi.
  • A música era romântica, porém era de curta duração.
Além disso, o período composto pode ser dividido em:

Composto por Coordenação

As conjunções que introduzem orações coordenadas são chamadas de coordenativas.
O Período composto por coordenação é formado por uma oração coordenada, ou seja, uma idependente sintaticamente da outra:
  • O dinheiro está acabando e precisarei fazer um empréstimo. - Composto por oração coordenada sindética aditiva
  • Ou irei a festa ou ao cinema. - Composto por oração coordenada sindética alternativa
  • A China é um país com grande extenção, no entanto muito povoado. - Composto por oração coordenada sindética adversativa
  • O derretimento das calotas polares aumentou, por isso o nível do mar subiu. - Composto por oração coordenada sindética conclusiva.

Composto por Subordinação

As conjunções que introduzem orações coordenadas são chamadas de subordinativas.
O Período composto por subordinação é formado por uma oração subordinada, ou seja, uma oração desempanha um papel sintático em relação a outra, ou seja, uma depende sintaticamente da outra. Papel de:
  • Sujeito
  • Complemento verbal
  • Complemento nominal
  • Predicativo
  • Aposto
  • Adjundo adverbial
  • Adjunto adnominal
Exemplos:
  • Pessoas que trabalharam na infância possuem, quase sempre, maior dificuldade escolar. - Composto por oração subordinada adjetiva restritiva
  • Ele via que ela tinha piedade de todos - Composto por oração subordinada substantiva objetiva direta
  • É tua a responsabilidade de ninguém se machucar. - Composto por oração subordinada reduzida substantiva completiva nominal
  • Demoraremos demais se você não se apressar. - Composto por oração subordinada adverbial condicional

Orações Principais e Subordinadas dependem uma da outra sintaticamente.
As orações além de serem classificadas pela função sintática na frase, também são classificadas pela importância e pelo tamanho. Exemplo (Sublinhado a Oração Principal (OP), em negrito a Oração Subordinada, com sua respectiva classificação):
  • Faltará água porque não chove. - Adverbial Causal
  • Faltará água por não chover. - Adverbial Causal reduzida do infinitivo
  • Não chovidofalta água. - Adverbial Causal reduzida do particípio
  • Não chovendofaltará água. - Adverbial Causal reduzida do gerúndio

Coordenadas

Orações Coordenadas são as que não dependem de nenhuma outra oração.
Exemplos de Orações coordenadas (em negrito as conjunções):
  • Comemos e bebemos. - Conjunção copulativa
  • Comemos ou bebemos. - Conjunção disjuntiva
  • Comemos, mas bebemos. - Conjunção adversativa
  • Comemos, por isso bebemos. - Conjunção conclusiva.


Fonte:www.pt.wikipedia.org

Análise sintática.
by Thércio in

Análise sintática é uma técnica empregada no estudo da estrutura sintática de uma língua. Ela é útil quando se pretende:
1. descrever as estruturas sintáticas possíveis ou aceitáveis da língua; ou
2. decompor o texto em unidades sintáticas a fim de compreender a maneira pela qual os elementos sintáticos são organizados na sentença.
A compreensão dos vários mecanismos inerentes em uma língua é facilitada pelo procedimento analítico, através do qual buscam-se nas unidades menores (por exemplo, a sentença) as razões para certos fenômenos detectados nas unidades maiores (por exemplo, o texto). Dessa forma, a Gramática Normativa (aquela que prescreve as normas da língua culta) sempre se ocupou em decompor algumas unidades estruturais da língua para tornar didática a compreensão de certos fenômenos. No âmbito da fonologia, tem-se a análise fonológica, em que a estrutura sonora das palavras é decomposta em unidades mínimas do som (osfonemas); em morfologia, tem-se a análise morfológica, da qual se depreendem das palavras as suas unidades mínimas dotadas de significado (os morfemas).
A análise sintática ocupa um lugar de destaque em muitas gramáticas da língua portuguesa, porque grande parte das normas do bem dizer e do bem escrever recaem sobre a estrutura sintática, isto é, sobre a organização das palavras na sentença. Para compreender o uso dos pronomes relativos, a colocação pronominal, as várias relações de concordância, por exemplo, é importante, antes, promover uma análise adequada da sintaxe apresentada pela sentença em questão. Nenhuma regra de conduta da língua culta tem sentido sem uma análise sintática da sentença que se estuda. Por isso, antes que se aplique qualquer norma gramatical é preciso compreender de que forma os elementos sintáticos estão dispostos naquela sentença especial. Isso se dá porque os elementos sintáticos também não são fixos na língua. Por exemplo: uma palavra pode funcionar como sujeito em uma sentença e, em outra, funcionar como agente da passiva. Somente a análise sintática poderá determinar esse comportamento específico das palavras no contexto da sentença.
Sendo a análise sintática uma aplicação estritamente voltada para a sentença, parte-se dessa unidade maior para alcançar os seus constituintes - os sintagmas – que, por sua vez, são rotulados através das categorias sintáticas. Como se vê, é um exercício de decomposição da sentença. Vejamos um exemplo de análise sintática:
Teu pai quer que você estuda antes de brincar.
...[há três orações]
...[1ª oração: teu pai quer = oração principal]
...[na 1ª oração: sintagma nominal = teu pai; sintagma verbal = quer]
...[sintagma verbal da 1ª oração: formado por um verbo modal]
...[2ª oração: que você estuda = oração subordinada objetiva direta]
...[na 2ª oração: sintagma nominal = você; sintagma verbal = estuda]
...[2ª oração: introduzida pelo pronome relativo que]
...[3ª oração: antes de brincar = oração subordinada adverbial reduzida de infinitivo]
...[sintagma adverbial: locução adverbial de tempo: antes de]
...[sintagma verbal: brincar]
Através da análise que desenvolvemos pudemos depreender as várias unidades menores do período, isto é, as três orações (ou sentenças), e, além disso, identificamos as funções dos elementos sintáticos presentes em cada oração (tipo de verbo, qualidade do pronome, tipos de sintagmas, tipo de advérbio). A partir desses resultados é possível verificar um problema de concordância verbal existente na segunda oração. Trata-se da norma gramatical que nos informa o seguinte: "se houver uma oração subordinada objetiva direta introduzida pelo pronome que e, se essa oração complementa um verbo modal, então o verbo dessa oração subordinada deve estar no modo subjuntivo". Pela análise sintática vemos que esse é o caso do nosso período. Assim, conseguimos compreender a necessidade de alteração da forma verbal, derivando a sentença abaixo.
Teu pai quer que você estude antes de brincar.
Para promovermos essa análise, enfim, foi exigido que conhecêssemos alguns elementos fundamentais da sintaxe:
o período
a frase
a oração
os termos das orações
A análise sintática, assim como as outras referentes à língua, é um exercício muito próximo da matemática, pois envolve um raciocínio lógico do tipo: "se você encontrar tal elemento, então admita que esse elemento é um objeto tal". Promover esse tipo de raciocínio no estudo das sentenças é desenvolver uma análise formal, porque as categorias sintáticas são formas que não dependem do conteúdo que expressam. Em outros níveis de análise - a análise semântica, a análise discursiva e análise estilística - esse tipo de raciocínio lógico é bastante complicado, porque envolve elementos cuja representação e estrutura não são fixas. Em todo caso, grande parte das correções gramaticais se aplica ao nível de adequação sintática do texto, por isso a chamada revisão gramatical.

Sintaxe
by Thércio in

Sintaxe é o estudo das regras que regem a construção de frases nas línguas naturais. A sintaxe é a parte dagramática que estuda a disposição das palavras na frase e das frases no discurso, incluindo a sua relação lógica, entre as múltiplas combinações possíveis para transmitir um significado completo e compreensível. À inobservância das regras de sintaxe chama-se solecismo.

Na linguística, a sintaxe é o ramo que estuda os processos generativos ou combinatórios das frases das línguas naturais, tendo em vista especificar a sua estrutura interna e funcionamento. O termo "sintaxe" também é usado para referir o estudo das regras que regem o comportamento de sistemas matemáticos, como a lógica, e as linguagens de programação de computadores.
A sintaxe é importante pois a unidade falada é a oração, não a palavra ou o som. Em termos práticos, o falanta fala e o ouvinte ouve orações. Salvo o caso quando uma única palavra é portadora de sentido completo.
Os primeiros passos da tradição europeia no estudo da sintaxe foram dados pelos antigos gregos, começando com Aristóteles, que foi o primeiro a dividir a frase em sujeitos e predicados. Um segundo contributo fundamental deve-se a Frege que critica a análise aristotélica, propondo uma divisão da frase em função e argumento. Deste trabalho fundador, deriva toda a lógica formal contemporânea, bem como a sintaxe formal. No século XIX a filologia dedicou-se sobretudo à investigação nas áreas da fonologia emorfologia, não tendo reconhecido o contributo fundamental de Frege, que só em meados do século XX foi verdadeiramente apreciado.
Há várias funções sintáticas. Algumas delas podem ser vistas abaixo:
Sintaxe de período simples:
 
Sujeito ->Em análise sintática, o sujeito é um dos termos essenciais da oração, responsável por realizar ou sofrer uma ação ou estado.
Segundo uma tradição iniciada por Aristóteles, toda oração pode ser dividida em dois constituintes principais: o sujeito e o predicado. Emportuguês, o sujeito rege a terminação verbal em número e pessoa e é marcado pelo caso reto quando são usados os pronomes pessoais. As regras de regência do sujeito sobre o verbo são denominadas concordância verbal. Na frase, Nós vamos ao teatro. vamos é uma forma do verbo "ir" da primeira pessoa do plural que concorda com o sujeito nós.
Para os verbos que denotam ação, frequentemente o sujeito da voz ativa é o constituinte da oração que designa o ser que pratica a ação e o da voz passiva é o que sofre suas consequências. Sob outra tradição, o sujeito (psicológico) é o constituinte do qual se diz alguma coisa. Segundo Bechara, "É o termo da oração que indica a pessoa ou a coisa de que afirmamos ou negamos uma ação ou qualidade".

Exemplos

  • O pássaro voa. - Os pássaros voam.
  • O menino brinca. - Os meninos brincam.
  • Pedro saiu cedo. - Os jovens saíram.
  • O livro é bom. - Os livros são bons.
  • A menina é bonita. - As meninas são bonitas .
Didaticamente, fazemos uma pergunta para o verbo: Quem é que? ou Que é que? ― e teremos a resposta; esta resposta será o sujeito.O sujeito simples tem um núcleo.
  • "O menino brinca." Quem é que brinca? O menino. Logo, o menino é o sujeito da frase.
  • "O livro é bom." O que é que é bom? O livro. Logo, o livro é o sujeito da frase.
Um jeito de diferenciá-lo de objeto é o seguinte:
  • "João come maçã"
  • "Quem come maçã?" - Perceba que o verbo vem primeiro.
  • "João" - Sujeito, por causa da ordem.
  • "O que João come?" - Perceba o predicado vem depois.
  • "Maçã" - Objeto, por causa da ordem.
Lembre-se: Sempre que te pedirem para indicar o sujeito é só fazer uma perguntinha básica: "Quem?" e você terá o sujeito na resposta.
Por exemplo: "A empresa fornecia comida aos trabalhadores", Agora façamos a pergunta - "Quem fornecia comida aos trabalhadores?" - A empresa. Portanto a empresa é o sujeito.

Tipos de sujeito

O sujeito pode ser, segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB), classificado em simplescompostoindeterminado,desinencial ou implícito e inexistente. Nesse último caso, temos o que se convencionou chamar de oração sem sujeito.

Sujeito simples

É o sujeito que tem apenas um núcleo representativo. Aumentar o número de características a ele atribuídas não o torna composto. Exemplos de sujeito simples (o sujeito está em itálico):
Obs: o verbo concorda com o sujeito, seja ele anteposto ou posposto.
  • Maria é uma garota bonita.
  • A pequena criança parecia feliz com seu novo brinquedo.
  • João é astuto.
  • Eu sou uma garota doce.
  • A bola é azul.
  • O menino saiu.

Sujeito composto

É aquele que apresenta mais de um núcleo representativo, escrito na oração.
  • Luana e Carla fizeram compras no sábado.
  • Felipe e o amigo Bruno sairam para almoçar.
O sujeito também pode vir depois do verbo:
  • Saíram Bruno e Felipe.
  • Saiu Bruno e Felipe.
Note que, no segundo caso, o verbo "saiu" concorda com o sujeito "Bruno", mais próximo a ele. Isso é permitido apenas quando o sujeito composto está posposto ao verbo; chama-se concordância atrativa

Sujeito subentendido; desinencial, implícito, oculto ou elíptico

Sujeito desinencial é aquele que não vem expresso na oração, mas pode ser facilmente identificado pela desinência do verbo.
  • Fechei a porta.
  • Quem fechou a porta?
  • Perguntaste mesmo isso a professora?
Obs: Não confundir Vocativo (expressão de chamamento) com sujeito. Exemplo:
  • Querido aluno, leia sempre! (sujeito oculto: "você"- Leia "você" sempre)
  • Querido candidato, fico feliz com seu sucesso! (sujeito oculto "eu" - "eu" fico feliz com seu sucesso)
Apesar do sujeito não estar expresso, pode ser identificado na oração: Fechei a porta Eu. E na frase Perguntaste mesmo isso ao professor?, o identificado é Tu. Entretanto, cuidado para não criar confusão com a segunda frase, que pode passar a ideia de elipse do sujeito ou sua indeterminação; pois o sujeito simples está explícito e é o pronome interrogativo Quem.
Obs.: As classificações do sujeito, em Língua Portuguesa, são apenas três: simples, composto e indeterminado.
Dar o nome de Sujeito desinencialelíptico ou implícito não equivale a classificar o sujeito, mas somente determinar a forma como osujeito simples se apresenta dentro da estrutura sintática. No mais, a classificação Sujeito Oculto foi abolida, por questões técnico-formais e linguistico-gramaticais, passando a denominar-se Sujeito Simples Desinencial, uma vez que se pode determiná-lo através dos morfemas lexicais terminativos das formas verbais, situação na qual, para indicar que o sujeito se encontra elíptico usa a forma pronominal reta equivalente à pessoa verbal entre parênteses. Assim, na estrutura sintática: "Choramos todos os dias", para indicar o sujeito simples subentendido na forma verbal, coloca-se entre parênteses da seguinte forma: (Nós)= sujeito simples desinencial.

Sujeito indeterminado

Sujeito indeterminado é o que não se nomeia ou por não se querer ou por não se saber fazê-lo. Podemos dizer que o sujeito é indeterminado quando o verbo não se refere a uma pessoa determinada, ou por se desconhecer quem executa a ação ou por não haver interesse no seu conhecimento. Aparecerá a ação, mas não há como dizer quem a pratica ou praticou.
Há três maneiras de identificar um sujeito indeterminado:
a. O verbo se encontra na 3ª pessoa do plural.
  • Dizem que eles não vão bem.
  • Estão chamando o rapaz.
  • Falam de tudo e de todos.
  • Falaram por aí.
  • Disseram que ele morreu.
b. Com um Verbo Transitivo Indireto, somente na terceira pessoa do singular, mais a partícula se.
  • Precisa-se de livros. (Quem precisa, precisa de alguma coisa → verbo transitivo indireto)
  • Necessita-se de amigos. (Quem necessita, necessita de alguma coisa → verbo transitivo indireto)
A palavra se é um índice de indeterminação do sujeito, pois não se pode dizer quem precisa ou quem necessita.
Cuidado! Caso você encontre frases com Verbo Transitivo Direto:
  • Compram-se carros. (Quem compra, compra alguma coisa → verbo transitivo direto)
  • Vende-se casa. (Quem vende, vende alguma coisa → verbo transitivo direto)
Não se caracteriza sujeito indeterminado, pois nos casos de VTD, a partícula "se" exerce a função de partícula apassivadora e a frase se encontra na voz passiva sintética. Transpondo as frases para a voz passiva analítica, teremos:
  • Carros são comprados (sujeito: "Carros");
  • Casa é vendida (sujeito: "Casa").
c. Com um Verbo Intransitivo, somente na terceira pessoa do singular, mais a palavra se, índice de indeterminação do sujeito.
  • Vive-se feliz, aqui.
  • Aqui se dorme muito bem.

Orações sem sujeito, sujeito inexistente

Observação: Dar o nome de Oração sem sujeito' (OSS) não se constitui, formalmente, da classificação do sujeito, mas da oração enquanto estrutura linguística desprovida de sujeito.
Há verbos que não têm sujeito, ou este é nulo. A língua desconhece a existência de sujeito de tais verbos. Uma oração é sem sujeito quando o verbo está na terceira pessoa do singular, sobretudo os seguintes:
1. Com os verbos que indicam fenômenos da natureza, tais como anoitecer, trovejar, nevar, escurecer, chover, relampejar, ventar
  • Trovejou muito.
  • Neva no sul do país.
  • Anoitece tarde no verão.
  • Chove muito no Amazonas.
  • Ventou bastante ontem em Vila Velha no Espirito Santo.
2. Com o verbo haver, significando existir ou acontecer.
  • Ainda há amigos.
  • Haverá aulas amanhã.
  •  bons livros na livraria.
  •  gente ali.
  •  homens no mar.
  • Houve um grave incidente no meu apartamento.
3. Com os verbos fazer, haver e estar indicando tempo.
  • Está quente esta noite.
  • Faz dez anos que não o vejo.
  • Faz calor terrível no verão.
  • Está na hora do recreio.
4. Com o verbo ser indicando tempo.
  • Era em Londres.
  • É tarde.
  • Era uma vez.
  • Foi em janeiro.
5. Com os verbos ir, vir e passar indicando tempo.
  • Já passa de um ano….
  • Já passa das cinco horas.
Observação importante: existem advérbios que exercem claramente a função sintática de sujeito, a qual é própria de substantivos.
  • Amanhã é feriado nacional. (O dia de amanhã…)
  • Aqui já é Vitória (Este lugar…)
  • Hoje é dia de festa. (O dia de hoje…)
  • Agora já é noite avançada. (Esta hora…)

Fonte:www.pt.wikipedia.org